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Eleições 2026 e Candidatura
2 de julho de 2025
7 min de leitura

Por Equipe Site do Político · atualizado em 21 de agosto de 2026

Quando começa a campanha eleitoral 2026? O que pode e o que não pode antes disso

A campanha eleitoral de 2026 está ativa desde 16 de agosto. Relembre as regras da pré-campanha e veja o que precisa ser revisado agora.

Quadro com convenções encerradas, registro ordinário em 15 de agosto e campanha ativa desde 16 de agosto de 2026

Leitura completa

Resposta direta: a propaganda eleitoral das Eleições 2026 começou em 16 de agosto de 2026. Portanto, em 21 de agosto a campanha oficial já está ativa. O período anterior continua relevante para conferir publicações, contratos e gastos feitos na pré-campanha, mas não deve ser apresentado como uma etapa futura.

O TSE confirmou o início da propaganda nas ruas e na internet em 16 de agosto. A mudança de fase amplia as formas de comunicação permitidas, sem eliminar deveres de identificação, limites de impulsionamento, proteção de dados, prestação de contas e proibições como deepfake.

Conteúdo revisado em 21 de agosto de 2026. Exemplos gerais não substituem análise jurídica de uma peça ou situação concreta.

O que era a pré-campanha em 2026

Antes de 16 de agosto, pessoas que pretendiam concorrer podiam apresentar a pré-candidatura, falar de trajetória, ideias, projetos e posições políticas, participar de encontros e pedir apoio político. A Resolução TSE nº 23.610/2019 consolidada disciplina esses atos e deve ser lida com as alterações de 2026.

O limite central era não fazer pedido explícito de voto nem usar expressão que transmitisse inequivocamente o mesmo pedido. O contexto completo importava: texto, imagem, áudio, chamada, alcance, meio utilizado e eventual gasto não podiam ser avaliados apenas por uma palavra isolada.

Exemplos de comunicação que podiam ser compatíveis

  • informar a intenção de disputar a eleição;
  • apresentar qualidades, trajetória e prioridades;
  • convidar para encontro de escuta ou construção de propostas;
  • pedir apoio político, sem converter a frase em solicitação inequívoca de voto;
  • realizar atos partidários e reuniões dentro das condições legais;
  • usar impulsionamento de pré-campanha quando contratante, conteúdo, identificação, moderação e política do provedor cumpriam todos os requisitos.

O que continuava proibido antes da campanha

A pré-campanha nunca foi uma zona sem regras. Pedido explícito de voto ou expressão equivalente podia caracterizar propaganda antecipada. Meios vedados durante a campanha, como outdoor, showmício, brindes, telemarketing e disparos em massa irregulares, não se tornavam permitidos por ocorrerem antes de 16 de agosto.

Impulsionamento não podia promover ataque ou propaganda negativa. Também não era permitido pagar pessoa para publicar propaganda político-eleitoral em seus próprios perfis. Serviços de produção e gestão são outra relação, mas conteúdo, canal, contratante e forma de divulgação ainda precisavam cumprir as regras.

Propaganda intrapartidária teve janela ligada às convenções, encerradas em 5 de agosto. Material dessa finalidade precisava ser retirado após a convenção; não deve permanecer como se fosse propaganda pública comum.

O que mudou com a campanha oficial

Desde 16 de agosto, a propaganda eleitoral pode ser realizada inclusive na internet. Pedido de voto passou a integrar a comunicação de campanha, desde que a peça, o canal, a autoria, a identificação, a contratação e o período obedeçam à legislação. Para uma visão por canal, consulte as regras atuais de propaganda eleitoral na internet.

Lives de pessoa candidata para promoção pessoal ou de atos ligados ao mandato passaram a ser consideradas atos públicos de campanha, ainda que não mencionem expressamente a eleição. O impulsionamento eleitoral também entrou na janela oficial, com circulação paga ou impulsionada permitida até 1º de outubro no primeiro turno, segundo o Calendário Eleitoral de 2026.

A autorização eleitoral não supera a política do provedor. O Google Ads proíbe conteúdo político-eleitoral no Brasil. A Meta possui autorização, aviso do pagador, ativos e revisão próprios. O guia de impulsionamento eleitoral em 2026 separa essas camadas.

Como auditar a transição depois de 16 de agosto

  1. Classifique o período: identifique o que foi publicado antes e depois de 16 de agosto.
  2. Preserve evidências: guarde criativo, legenda, URL, data, contratante, comprovante e relatório.
  3. Revise material intrapartidário: confirme que foi retirado após a convenção.
  4. Confira identificação: autoria, CPF ou CNPJ e expressão eleitoral devem aparecer quando exigidos.
  5. Reavalie dados e mensagens: origem, finalidade, consentimento aplicável, identificação do remetente e descadastro precisam estar documentados.
  6. Reveja IA: conteúdo sintético exige aviso quando permitido, e deepfake para favorecer ou prejudicar candidatura é proibido.
  7. Programe os próximos cortes: não deixe desligamento de mídia e entregas eleitorais para a última hora.

Exemplos comparativos

Publicação anterior a 16 de agosto

“Sou pré-candidata e quero construir propostas para o transporte regional. Participe do encontro e compartilhe sua experiência.”

A mensagem apresenta a pré-candidatura e convida à participação. A regularidade concreta dependia também do canal, do contexto e de eventual impulsionamento.

Publicação na campanha oficial

“Conheça nossas propostas para o transporte regional e acompanhe a agenda da campanha.”

Na fase atual, a equipe deve conferir identificação eleitoral, origem dos recursos, canal de divulgação, página de destino e demais exigências aplicáveis. Uma frase aparentemente simples não dispensa a revisão do conjunto.

Perguntas frequentes

Uma publicação da pré-campanha ficou automaticamente irregular?

Não. A mudança de fase não torna toda publicação anterior irregular. O conteúdo deve ser avaliado conforme a regra, o contexto e a data em que circulou. Preserve a evidência e procure orientação para casos de dúvida.

A partir de 16 de agosto vale qualquer forma de propaganda?

Não. A campanha oficial mantém meios proibidos, regras de internet, identificação, dados pessoais, gastos e prestação de contas. Provedores também podem impor políticas mais restritivas.

Onde acompanho a fase atual?

O hub de dúvidas da fase atual das Eleições 2026 separa marcos concluídos, campanha em curso e próximos prazos.

Quer transformar essas regras em rotina de equipe? Veja como organizar a comunicação da campanha ativa.

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica eleitoral.

Orientação responsável

Este conteúdo é informativo, foi conferido nas fontes indicadas e não substitui a análise de uma assessoria jurídica eleitoral para o caso concreto.


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