Site do Político
Blog oficial da plataformaPor Equipe Site do Político · atualizado em 21 de agosto de 2026
Impulsionamento eleitoral em 2026: guia para evitar irregularidades
Entenda como funciona o impulsionamento eleitoral na campanha de 2026, as identificações exigidas, o corte de 1º de outubro e a restrição atual do Google Ads no Brasil.

Leitura completa
Impulsionar conteúdo político é pagar a uma plataforma para ampliar o alcance de uma publicação. Nas Eleições 2026, essa é uma exceção à proibição de propaganda eleitoral paga na internet, mas só pode ser usada quando contratação, conteúdo, identificação, provedor e período obedecem às regras da Justiça Eleitoral.
Situação em 20 de agosto de 2026: a propaganda eleitoral está autorizada desde 16 de agosto. A campanha já deve operar com os responsáveis, dados e controles financeiros aplicáveis, revisar os anúncios em circulação e programar o desligamento da mídia paga para o primeiro turno.
Impulsionamento não é qualquer publicidade paga
A regra eleitoral permite o serviço oferecido pelo próprio provedor de aplicação para ampliar conteúdo. Isso não autoriza pagar uma pessoa para publicar propaganda em seu perfil, comprar alcance por ferramenta paralela ou remunerar influenciador para falar em favor da candidatura. A contratação de pessoas físicas ou jurídicas para fazer publicações político-eleitorais em seus próprios canais está entre as formas pagas vedadas.
Também não se deve confundir alcance orgânico com anúncio. Uma pessoa natural pode manifestar apoio espontaneamente, dentro dos limites legais. Quando existe pagamento, prêmio, vantagem ou contratação para aquela publicação, a situação muda e precisa de análise.
Como contratar durante a campanha oficial
Desde 16 de agosto, o impulsionamento pode ser contratado por partidos, federações, coligações, candidatas, candidatos e representantes autorizados nos termos da norma. A contratação deve ser feita diretamente com provedor de aplicação com sede e foro no Brasil ou representação legal estabelecida no país e cadastrado para prestar o serviço eleitoral.
A equipe deve conferir quem contrata, qual conta será usada, como o pagamento será registrado e quem acompanha a prestação de contas. O simples fato de uma plataforma oferecer um botão de promover não comprova que aquela conta, peça ou forma de pagamento está regular.
A regra da pré-campanha que continua útil como referência
Antes de 16 de agosto, o impulsionamento podia mencionar a intenção de candidatura, apresentar qualidades pessoais, ações, ideias e projetos e pedir apoio político, sem pedido explícito de voto ou expressão equivalente. A contratação deveria ser direta com o provedor, identificada como conteúdo impulsionado e registrada no repositório público da plataforma.
Esse período já terminou em 2026. A seção permanece apenas para explicar peças e comprovantes produzidos antes da campanha oficial.
Identificação obrigatória do anúncio
O impulsionamento eleitoral precisa exibir, de forma clara e legível, a identificação exigida para a pessoa responsável e a expressão Propaganda Eleitoral. A solução técnica pode variar conforme o provedor, mas o rótulo automático da plataforma não deve ser tratado como substituto sem conferir se os dados obrigatórios estão disponíveis.
Antes de publicar, compare a peça e a configuração da conta com a norma consolidada e com a política oficial do provedor. Em caso de dúvida sobre CPF, CNPJ, contratante ou responsável financeiro, peça revisão jurídica e contábil para a situação concreta.
Impulsionamento negativo é proibido
O alcance pago só pode promover ou beneficiar a candidatura, o partido ou a federação que contrata. Não pode ser usado para atacar adversário, ampliar acusação, ridicularizar outra candidatura ou fazer propaganda negativa.
A regra eleitoral também veda a priorização paga em mecanismos de busca baseada em nome, sigla, alcunha ou apelido de partido, federação, coligação ou candidatura adversária. Isso não significa que uma campanha possa escolher livremente qualquer buscador: a política de cada provedor pode ser mais restritiva.
Google Ads não aceita conteúdo político-eleitoral no Brasil
A política oficial do Google Ads proíbe, no Brasil, anúncios com conteúdo político-eleitoral, incluindo promoção de eleições, partidos, federações, coligações, cargos eletivos, propostas de governo e matérias relacionadas ao processo eleitoral. Portanto, não planeje Google Ads para esse conteúdo, mesmo quando a palavra-chave não mencionar adversário.
Separe sempre duas perguntas: a legislação eleitoral permite essa modalidade? e o provedor aceita esse conteúdo? A resposta positiva à primeira não obriga uma plataforma a disponibilizar o serviço.
Onde a propaganda não pode aparecer
Propaganda eleitoral, mesmo gratuita, não pode ser veiculada em site ou perfil de pessoa jurídica, com ou sem fins lucrativos, nem em canal oficial ou hospedado por órgão público. Uma empresa não pode ceder seu perfil para a candidatura e depois impulsionar aquela publicação.
O destino do anúncio precisa cumprir as exigências eleitorais aplicáveis, identificar a campanha, carregar com segurança e apresentar conteúdo coerente com a peça. Para revisar a estrutura, use o checklist do site antes do tráfego pago.
IA, conteúdo falso e responsabilidade
A campanha deve verificar a fidedignidade do que impulsiona. Conteúdo notoriamente inverídico ou gravemente descontextualizado pode ser removido e gerar outras consequências. Material sintético feito com inteligência artificial precisa cumprir rotulagem e restrições próprias; deepfake para favorecer ou prejudicar candidatura é proibido mesmo com autorização.
Antes de anunciar uma peça produzida ou alterada por tecnologia, confira o guia sobre IA e deepfakes nas Eleições 2026.
Quando desligar os anúncios
No primeiro turno, 1º de outubro de 2026 é o último dia para circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet, mesmo que a contratação tenha sido feita antes. A vedação se estende até 5 de outubro. Cabe ao provedor realizar o desligamento, mas a campanha deve conferir agendamentos, fuso, conjuntos ativos, republicações e relatórios.
Se houver segundo turno na circunscrição, a circulação paga pode ser retomada depois do intervalo previsto no calendário e segue até 22 de outubro de 2026; a vedação se estende até 26 de outubro. Não deixe essa pausa para uma ação manual de última hora.
Fluxo responsável de publicação
- A equipe prepara uma peça positiva sobre proposta ou agenda própria.
- A assessoria confere fatos, contexto, direitos de uso e regras eleitorais.
- O responsável financeiro valida orçamento, contratação e forma de pagamento.
- A peça recebe a identificação eleitoral exigida.
- A política oficial do provedor e o cadastro para o serviço são conferidos.
- URL, formulário e política de privacidade são testados no celular.
- Nota, extrato, relatório e versão publicada são guardados.
- A entrega é acompanhada e o desligamento fica programado para o prazo oficial.
Erros que mais geram risco
- Pagar influenciador para publicar propaganda no próprio perfil.
- Usar anúncio para atacar ou ampliar conteúdo negativo.
- Omitir a identificação eleitoral exigida.
- Contratar ferramenta, conta ou intermediário sem validar a autorização.
- Planejar Google Ads político-eleitoral no Brasil apesar da proibição do provedor.
- Direcionar para perfil de empresa, canal oficial ou página sem identificação.
- Impulsionar conteúdo de IA sem o aviso aplicável.
- Manter circulação paga depois de 1º de outubro no primeiro turno.
Checklist antes de publicar
- [ ] A data permite circulação paga ou impulsionada?
- [ ] O conteúdo é positivo e beneficia apenas quem contratou?
- [ ] Contratante, conta de anúncios e forma de pagamento estão autorizados?
- [ ] O provedor presta esse serviço e sua política aceita a peça?
- [ ] A identificação eleitoral aparece corretamente?
- [ ] Fatos, imagens, músicas e eventual uso de IA foram revisados?
- [ ] A página de destino funciona e identifica a campanha?
- [ ] Gastos e comprovantes serão registrados na prestação de contas?
- [ ] O desligamento foi programado para 1º de outubro no primeiro turno?
Para as regras gerais de sites, redes e mensagens, consulte propaganda eleitoral na internet. A operação diária pode ser organizada com o guia de revisão de anúncios políticos.
Se a campanha pretende operar mídia na Meta, o Site do Político ajuda a preparar e organizar a operação quando conta, ativos, credenciais e acesso estão disponíveis. A análise e a aprovação continuam sendo externas: Prepare sua operação de anúncios na Meta.
Este conteúdo tem finalidade informativa, foi revisado em 20 de agosto de 2026 e não substitui orientação jurídica eleitoral para uma campanha ou peça concreta.
Orientação responsável
Este conteúdo é informativo, foi conferido nas fontes indicadas e não substitui a análise de uma assessoria jurídica eleitoral para o caso concreto.
Tags do artigo
Fontes
- TSE — Resolução nº 23.610/2019 consolidada sobre propaganda eleitoralhttps://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2019/resolucao-no-23-610-de-18-de-dezembro-de-2019
- TSE — Resolução nº 23.755/2026 com as regras atualizadashttps://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2026/resolucao-no-23-755-de-2-de-marco-de-2026
- TSE — Resolução nº 23.760/2026 com o calendário consolidadohttps://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2026/resolucao-no-23-760-de-2-de-marco-de-2026
- TSE — Propaganda eleitoral de 2026 começou em 16 de agostohttps://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Agosto/eleicoes-2026-propaganda-eleitoral-nas-ruas-e-na-internet-comeca-neste-domingo-16
- Google Ads — Política oficial de conteúdo político no Brasilhttps://support.google.com/adspolicy/answer/6014595?hl=pt-BR
Artigos relacionados
Propaganda eleitoral na internet: regras gerais para sites e redes sociais
7 de julho de 2025A propaganda eleitoral de 2026 está ativa. Veja onde ela pode circular na internet, quais identificações revisar e o que continua proibido.
Ler artigoEstratégias eleitorais e marketing político: guia prático em PDF
9 de agosto de 2026Aprenda a transformar diagnóstico, posicionamento, canais, equipe e métricas em uma estratégia eleitoral coerente e baixe um workbook original para aplicar o método.
Ler artigoPlanejamento de campanha eleitoral para vereador: modelo em PDF
9 de agosto de 2026Baixe um caderno de planejamento para vereador: um método editorial para organizar decisões, não um módulo de tarefas ou orçamento da plataforma.
Ler artigoPróximo passo recomendado
Preparação para anunciar no Meta
Crie o site de destino e revise as pendências antes de enviar sua campanha para análise no Facebook e Instagram.